Bigénero
Bigénero, ou bi-género, é uma identidade de género englobada pelos termos guarda-chuva multigénero, não-binárie, e transgénero. Pessoas bigénero têm duas identidades de género distintas, ou ao mesmo tempo, ou em períodos de tempo diferentes. A definição posterior é um tipo de género-fluido e pode envolver apenas dois géneros distintos ou "tons de cinza entre os dois."[1] Os dois géneros de uma pessoa bigénero podem ser os dois géneros binários, mulher e homem. Isto é o que as pessoas normalmente assumem que bigénero significa. Porém, algumas pessoas que se identificam como bigénero podem ter um par de géneros diferente. Por exemplo, os seus dois géneros podem ser mulher e neutrois. Ou os dois géneros podem ser ambos não-binários, tal como agénero e aporagénero. A identidade bigénero é reconhecida pela Associação Americana de Psicologia (AAP) como uma subcategoria de transgénero.[2]
História
In the 1980s, a trans organization called the Human Outreach and Achievement Institute defined "bigenderist" as a type of androgyne, with the latter being defined as "a person who can comfortably express either alternative gender role in a variety of socially acceptable environments."[3][4]
In 1992, Donna Mobley wrote in The Femme Mirror magazine:
| « | I'm neither a man pretending to be a woman nor a woman pretending to be a man. I'm dual-gendered and happily so. Don and Donna coexist and together they make up who and all that I truly am. To lose either part would leave me empty, since neither can exist without the other.[5] | » |
A trans man named Gary Bowen defined "bigendered" as "having two genders, exihibiting[sic] cultural characteristics of male and female roles" in his 1995 Dictionary of Words for Masculine Women".[6]
Em 1997, um artigo sobre o "continuum do género" no Jornal Internacional do Transgenerismo constatou que "uma pessoa que se sente ou age como ambos uma mulher e um homem poderá identificar-se como bigénero." O artigo também descreveu indivíduos que eram "géneromisto" (genderblended em inglês), sendo ambos os géneros binários mas ou "mais homem que mulher" ou "mais mulher que homem".[7]
Um inquérito dirigido em 1999 pelo Departamento de Saúde Pública de São Francisco verificou que, dentro da comunidade transgénero, menos de 3% dos participantes que foram designados homens ao nascimento e menos de 8% dos que foram designados mulheres ao nascimento se identificavam como bigénero.[8]
Numa enciclopédia de 2010, bigénero é listado como um tipo de "género andrógino": "Identidades andróginas incluem pangénero, bigénero, ambigénero, sem género, agénero, género-fluido, ou intergénero."[9]
Em 2012, Case e Ramachandran elaboraram um relatório sobre os resultados de um inquérito a pessoas género fluido que se referiam a si mesmas como bigénero e experienciavam uma alternância involuntária entre estados femininos e masculinos. Case e Ramachandran deram a esta condição o nome "Incongruência de género alternante (IGA)." Case e Ramachandran criaram a hipótese de a alternância de género poder refletir um grau atípico (ou profundidade) de alternâncias hemisféricas, e uma correspondente supressão de mapas corporais apropriados no lobo parietal. Eles declararam "nós levantamos a hipótese de que a monitorização do ciclo nasal, índice de rivalidade binocular, e outros indicadores de alternâncias hemisféricas irá revelar uma base fisiológica para os relatos subjetivos da alternância de género dos indivíduos com IGA... Baseamos a nossa hipótese em associações ancestrais e modernas entre os hemisférios esquerdo e direito e os géneros masculino e feminino."[10][11][12] Estes doutores acreditam que quando pessoas bigénero sentem uma mudança entre as suas identidades de género, tal poderá ter a ver com uma mudança em como elas usam partes dos seus cérebros. A mudança de género poderá também estar relacionada com um dos ciclos que todos os humanos possuem no seu corpo, especificamente, uma válvula no nariz que troca de lado a cada dois dias (o ciclo nasal). Isto é apenas uma hipótese, constituindo uma ideia interessante que não está provada.
Em 2014, bigénero foi um dos 56 géneros disponibilizados aos usuários do Facebook.[13]
In July of 2014, two bigender pride flag designs by Tumblr user no-bucks-for-this-doe were posted on the blog "pridearchive".[14] The first flag has seven horizontal stripes: two shades of pink on the top, followed by a lavender stripe, white middle stripe, another lavender stripe, and two shades of blue on the bottom. The second flag is the same except that the middle stripe is a gradient of white-to-grey. The color meanings were given thusly:
| « | The quote text is missing. | » |
In later years, many alternate bigender pride flags were created after allegations that no-bucks-for-this-doe, aka Sunny, was transphobic and predatory.[15][16][17] In April 2022, a tumblr user claiming to be Sunny posted that the allegations against them were "more or less true" and also wrote that "I don't like the idea of my flag being used widely because it reminds me of the person I used to be. But it isn't up to me. Flags belong to the community as a whole, not the creator. Regardless I'm glad it seems to be phasing out."[18]
Em 2015, um significado para a palavra "bigénero" foi adicionado a Dictionary.com,[19] definindo-a como "uma pessoa que tem duas identidades de género ou uma combinação de duas."[20]
Em 2017, bigénero foi um dos 37 géneros adicionados ao aplicativo de relacionamentos online Tinder.[21]
Expressão de género
Pessoas bigénero "alternam entre comportamentos femininos e masculinos dependendo do contexto. Alguns indivíduos bigénero expressam uma persona nitidamente ‘en femme’ e uma persona nitidamente ‘en homme’ [...] outros têm tons de cinza entre as duas.[22]
Pessoas bigénero notáveis
Ver o artigo principal: Pessoas não-binárias notáveis
Existem muitas mais pessoas notáveis que têm uma identidade de género fora do sistema binário. As seguintes são apenas algumas das pessoas notáveis que usam especificamente a palavra "bigénero" ou "bi-género" para se referirem a si mesmas.
- A música Eslovaca B-Complex (Matia ou Maťo Lenická) é DJ e produtora de música de bateria e contrabaixo. Prefere o nome Maťo quando se aparenta como homem e o nome Matia quando se aparenta como mulher.[23] O primeiro grande lançamento da artista foi "Beautiful Lies", que apareceu na compilação "Sick Music" da Hospital Records. A compilação alcançou o top 30 no iTunes UK Download Chart, e esteve no top 5 no Beatport Drum and Bass Chart.[24][25] B-Complex usa os pronomes ela/dela/-a (de acordo com a conta Soundcloud dela), e diz, "acontece que também sou uma pessoa transgénero, bi-género em particular."[26]
- Canadian sci-fi writer A.M. Dellamonica describes themself as "bigendered".[27][28]
- Ê escritore Ucraniane R.B. Lemberg é bigénero.[29][30] A ficção especulativa de Lemberg foi publicada nas revistas Lightspeed, Strange Horizons, Beneath Ceaseless Skies e Uncanny Magazine e no livro Sisters of the Revolution.
- Ê noveliste Mia Siegert é bigénero.[31] O livro-estreia de Siegert, "Jerkbait", obteve uma posição no Goodreads Best YA of May 2016, no Top 12 Indie YA do blogue juvenil Barnes & Noble e no Top 10 YA of 2016 do AndPop![32]